Paixão de Cristo: a vulnerabilidade do amor

Mons. Luiz Rodrigues Oliveira - Pároco

Estamos perguntando. Sim, estamos perguntando porque talvez já ninguém mais se pergunte sobre a importância da família na formação da sociedade. Em tempos de “liquidez” da vida, quando tudo é efêmero, tudo passa sem deixar marcas porque parece não ter sentido, as relações constitutivas da existência, da existência saudável vão ficando embaçadas, desmoralizadas e o relativismo passa a imperar como a única norma numa sociedade anômica, irresponsável, sem horizontes.

Nesta sociedade do consumismo irrefreável, dos modismos sem cor nem cheiro, das idolatrias inconsequentes, haveremos sempre de questionar a quem tem responsabilidades: qual a minha parcela de culpa por tais desmandos e, mais importante, que devo fazer para reverter ou minimizar tal situação? Somos parte dessa mesma sociedade, portanto, ninguém está fora do círculo. Somos, a um só tempo, sujeito e objeto do processo. Devemos perguntar e responder, embora, não raro, nossas perguntas venham permeadas por interesses particulares... Mas devemos perguntar. Perguntemos: por que família, numa sociedade com tais fundamentos?

Por ocasião do Sínodo dos bispos que tratou desse tema o papa nos apresentou em conclusões exaradas na Exortação “Amoris Laetitia”, questionamentos que muitos jovens se fazem hodiernamente nessa direção e respondeu asseverando que “querer formar uma família é ter a coragem de sonhar o sonho de Deus”.

Belíssima expressão! Mas, pensemos bem, isto não é uma frase retórica de efeito. É algo que transcende as nossas limitadas forças físicas e afetivas. É um imperativo categórico do amor que nos sustenta na caminhada conjugal, familiar, sobretudo se temos algo adicionável aos sentimentos naturais. Somos dotados da faculdade receptiva ao dom da fé e, por essa faculdade poderemos transcender do natural acolhendo Àquele que em nós é vida plena.

O mesmo papa no documento em apreço enfatiza: “Toda a vida da família é um pastoreio misericordioso. Cada um, cuidadosamente, desenha e escreve na vida do outro, Vós é que sois a nossa carta, escrita em nossos corações, não com tintas, mas com o espírito do Deus vivo.

A quaresma nos faz vivenciar a Semana Santa que, através dos textos sagrados que proclamamos, nos remete à pergunta da existência: quem é o ser humano para que Deus o ame dessa forma? A partir da paixão de Deus por suas criaturas, sua dignidade e apreço o ser humano se torna o lugar-tenente de Deus no mundo, devendo prolongar o Seu ato criador, transformando a terra em passagem fraterna e humana (Laudato Si). É um projeto infinito que só encontra adequação e descanso no Infinito.

Nessa 21ª. Festa do Senhor dos Passos, nosso Patrono, queremos abrir mais um espaço de discussão sobre tema tão importante. Continuaremos fazendo esta pergunta: Família, por que? Não temos respostas prontas, precisas, mas porque acreditamos no dom de Deus em nossa vida, vamos continuar sonhando como Ele nos propõe: sermos santos e irrepreensíveis, construtores de uma história digna da nossa vocação de filhos e filhas do Eterno Pai.








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