FORMOSA
E BENDITA
Mons.
Luiz Rodrigues Oliveira
- Pároco
"Se a inspiração poética de Georgina
Erismann deixou-nos um legado tão significativo como
o que orgulhosamente cantamos em momentos cívicos
da nossa "princesa do sertão", chamando-a
de "paraíso com nome de Feira", é
sobejamente expressiva a canção que os católicos
entoam a partir da Catedral da cidade: "mãe
da mãe de Jesus, ó Santana..."
Se questiúnculas históricas como a que afirma
a data de fundação da cidade (então
Vila) para 18 de setembro e catilinárias suburbanas
protestantes que insistem em desviar o foco da magnitude
dessa festa, certamente a consciência civilizada de
Feira de Santana sempre estará em estado de alerta
para, clarividentemente, proclamar que esse "paraíso
com nome de Feira" é a mesma Vila-cidade cosmopolita
que se orgulha de acolher, vindas de "lá do
alto da glória onde estais, bênçãos
de amor maternais".
Sim, são bênçãos do amor maternal
que essa mãe soberana derrama sobre esse espaço
de labor que vaqueiros e comerciantes sulcaram com seu pioneirismo
há mais de um século. Fizeram-no, certamente,
com suor, fadigas e muita fé naquela que sendo duas
vezes mãe (mãe da mãe de Jesus) os
ampararia para que todos, filhos do mesmo Pai, pudessem
um dia orgulhar-se de formar seu habitat entre verdes colinas...
cidade formosa e bendita.
A sua formosura hoje está no desenvolvimento econômico
e social que a projeta como "portal do sertão",
rasgando horizontes num Brasil continental. É bendita
porque se sabe abençoada por Deus desde o ventre,
haja vista a sua dupla maternidade: filha da mãe
da mãe de Jesus; neta da vovó querida, que
sempre atenta à missão maternal, gerará
mais filhos para a história, a Igreja e a humanidade.
Esta é Feira de Santana, "noite e dia por ela
velada, cujo povo tão cheio de vida, só trabalha
por vê-la elevada".
Se 18 de setembro ou 26 de julho for a data do seu natalício,
pouco nos importará, até mesmo porque "pelos
frutos se conhecerão as árvores" e os
frutos que esta terra de verdes colinas tem dado, são
muito bons, são de progresso e paz, são de
amor e bondade, são de trabalho e sacrifícios,
assim como são os ensinamentos daquele que, nascido
de Maria (Jesus) teve uma avó chamada Ana. Para nós,
Santa Ana que aqui gerou uma filha querida esta nossa sempre
amada Feira de Santana, terra boa, formosa e bendita...
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